Paraná é o terceiro estado com mais trabalhadores afastados por causa da dengue

O Paraná registrou em uma semana mais 20.848 casos confirmados de dengue e 38 novas mortes. É o que revela o boletim semanal divulgado pela Secretaria da Saúde (Sesa), o qual aponta também que desde o início do ano epidemiológico, em 30 de julho de 2023, o estado somou 547.351 casos da doença e um total de 511 óbitos. Uma epidemia que, naturalmente, provoca uma sobrecarga no sistema de saúde. Mas que também provoca reflexos econômicos importantes, e uma evidência disso é o fato de que o Paraná é o terceiro estado com mais trabalhadores afastados por causa da dengue em 2024.

Os dados fazem parte de um levantamento feito pela VR, que identificou 13.590 trabalhadores afastados em todo o país por atestado médico para a doença entre janeiro e maio deste ano. Isso representa uma média de 86 trabalhadores afastados por dia, sendo que só no Paraná houve cerca de 1.179 casos de trabalhadores afastados. O número só não é superior aos afastamentos registrados em São Paulo (4.714) e Minas Gerais (2.194). Ainda segundo a pesquisa, a média de dias de afastamento para cada trabalhador é de cinco dias.

A base de dados da VR analisada para esse levantamento contempla 28.328 empresas de todo o Brasil, sendo 90% delas micro e pequenas empresas, com a gestão do ponto de 1.192.780 trabalhadores brasileiros. “Um único trabalhador ausente pode comprometer muito o resultado do pequeno negócio”, alerta Priscila Abondanza, diretora executiva de Experiência do Cliente PJ.

Ainda segundo ela, a VR possui soluções essenciais para facilitar o dia a dia do trabalhador, inclusive serviços adicionais como descontos em medicamentos e produtos genéricos nas farmácias populares, além de serviços de pronto atendimento, aconselhamento e encaminhamento psicológico gratuito, inclusive para as famílias.

As curvas de incidência da doença na base VR também refletem a mensuração de casos feita pelo Ministério da Saúde e pela Sesa. No Paraná, por exemplo, houve pouco mais de 50 afastamentos em janeiro. Em fevereiro, o número praticamente dobrou. Mas foi em março e abril que houve realmente uma explosão no número de trabalhadores acometidos pela dengue: pouco mais de 350 num mês e mais de 400 no outro. Já em maio, o número de afastamentos ficou um pouco abaixo de 300.

Os setores mais afetados por esses afastamentos no Paraná, por sua vez, são os da Construção (16%), da Indústria (14%), do Varejo (12%), de Serviços Gerais (Domésticos e Segurança, com 12%), Consultorias (RH, TI, contábil e jurídica, também com 12%), Setor da Saúde (10%), de Transportes (6%) e de Restaurantes, Bares e Turismo (6%).

Novas vítimas da doença tinham entre 2 e 94 anos

Os óbitos por dengue registrados no informe da Sesa desta semana ocorreram entre 17 de janeiro e 10 de junho. São 16 homens e 22 mulheres com idades entre 2 anos e 94 anos, residentes em 25 municípios. Ainda segundo a Sesa, das 38 pessoas que faleceram, 25 apresentavam comorbidades.

Os municípios que tiveram óbitos registrados foram os seguintes: Pato Branco (1), Cruzeiro do Iguaçu (2), Dois Vizinhos (1), Francisco Beltrão (1), Realeza (1), Santa Izabel do Oeste (1), Jesuítas (1), Ubiratã (1), Marilena (1), Atalaia (1), Mandaguaçu (1), Mandaguari (1), Nova Esperança (1), Sarandi (1), Apucarana (2), Arapongas (2), Cambira (2), São Pedro do Ivaí (2), Bela Vista do Paraíso (2), Londrina (2), Primeiro de Maio (2), Sertanópolis (1), Cornélio Procópio (1), Assis Chateaubriand (2), Toledo (3) e Ortigueira (2).

No Paraná, 398 das 399 cidades registraram casos de dengue em 2024

A Regional de Saúde (RS) do Paraná com mais casos confirmados até o momento é a de Londrina, com 69.058 diagnósticos. Na sequência estão a de Cascavel (63.633), Francisco Beltrão (60.413), Maringá (40.392), Apucarana (40.177) e Campo Mourão (34.113).

As cidades com mais casos, por sua vez, são Londrina (37.356), Cascavel (31.354), Maringá (22.791), Apucarana (18.525) e Francisco Beltrão (17.338). Há 398 municípios com confirmações de dengue – apenas Agudos do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), não tem casos confirmados.

Em relação aos óbitos do período epidemiológico 2023/2024, os municípios que registram maior número são Cascavel (51), Londrina (51), Toledo (40), Apucarana (21) e Rolândia (16).

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