A ideia dada por Shawn para máscara de Eloy e recusada por ser “meio Harry Potter”


Em conversa com Gustavo Chagas, para o canal da Warner Music Brasil, Eloy Casagrande abordou o processo de criação da sua máscara, que ocorreu em conjunto com Shawn “Clown” Crahan, percussionista e co-fundador do Slipknot. “A primeira sugestão dele foi pra que a máscara fosse branca, para que ela fosse melhor visível no fundo do palco. Como a bateria fica pra trás, e com toda a estrutura que tem o palco do Slipknot, eu seria melhor visto, visualizado, com a máscara branca. O segundo ponto é pra que a gente fizesse uma breve homenagem ao Joey Jordison, que foi o primeiro baterista da banda, que a vida toda usou uma máscara branca também”, contou.

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A máscara do brasileiro apresenta também uma homenagem aos povos indígenas brasileiros, com as linhas pretas representando as pinturas usadas pelos povos originários. “Se você observar aquela listra que tem embaixo do queixo, embaixo do nariz, são linhas bem características dos povos indígenas, então foi baseado nisso, fazer uma homenagem aos povos originários brasileiros”, explicou.

Foto: Reprodução Instagram Oficial
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Após definida a cor e os traços na máscara, ainda faltava o buraco de bala na máscara, que segundo Eloy, não tem nada a ver com violência. “Quando a gente fez os traços na máscara, o ‘Clown’ chegou pra mim e falou: ‘O design da sua máscara tá meio desbalanceado. Todo design tá pra baixo da linha dos olhos, então a gente tem que balancear o design e colocar alguma coisa pra cima, na sua testa.’ Ele sugeriu um círculo. Eu não gostei, daí ele colocou um traço no meio do círculo, daí ficou meio Harry Potter. Eu falei: ‘Cara, eu não gostei.’ Daí eu falei: ‘Cara, por que não coloca um tiro na minha testa?’ Essa ideia veio do nada, veio a noite. A gente tava conversando e ele falou: ‘Mas tem certeza? Você fica a vontade com isso?’ Eu falei: ‘Cara, eu fico’ e eu expliquei o meu motivo, uma questão mais filosófica.

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“O que eu senti com o Slipknot e também uma sensação minha, quando a gente vai pro palco, a gente vai pra dar tudo. Você tá ali, você não sabe o que vai acontecer depois. Pode ser que não aconteça nada, pode ser que aconteça tudo, mas o momento do palco é o momento mais importante de fazer música. Eu com esse tiro na minha testa, é como se eu não tivesse nada a perder. Como se eu fosse pro palco com a ideia: ‘Cara, você pode me ovacionar, você pode me amar, pode me detestar, pode cuspir na minha cara, você pode jogar uma garrafa na minha cara, tanto faz, eu tenho um tiro na minha testa, entendeu? Então nada me afeta mais.’ Isso trouxe também pra mim uma liberdade artística maior, de sentar na bateria, saber que eu tô usando essa máscara, meio que você expande a sua linha de limite, eu não tô preso a mais nada, já tô com um tiro. Vem essa questão filosófica, vem de uma negação, de um niilismo, absurdismo, várias questões filosóficas que foram crescendo essa ideia pra mim. É uma expressão artística o tiro e não diz nada a respeito a violência”, concluiu.

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