A pisada na bola do Iron Maiden ao lançar “The Number of the Beast”, conforme Bruce Dickinson


“The Number of the Beast” do Iron Maiden é um álbum crucial tanto para a carreira da banda quanto para o gênero do Heavy Metal. Lançado em março 1982, é o terceiro trabalho de estúdio da banda e o primeiro com o vocalista Bruce Dickinson, e ele não somente consolidou o grupo como uma força dominante no Metal mas também apresentou ao mundo alguns dos seus maiores clássicos como “Hallowed Be Thy Name”, “Run to the Hills” e a faixa-título “The Number of the Beast”.

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Principalmente nos Estados Unidos, o álbum gerou controvérsia pelo fato de utilizar temáticas religiosas em algumas das composições e na arte da capa, o que fez com que acontecessem acusações de satanismo contra a banda. Mas o que seria algo negativo acabou se tornando um tiro pela culatra, pois tais acusações acabaram por trazer uma espécie de publicidade gratuita que trouxe mais fãs e impulsionou ainda mais as vendas.

“Quem conhece um pouco da história do Iron Maiden ou deste disco, sabe que a banda não promoveu nenhuma adoração a Satã naquele momento. A música que dá nome ao disco foi inspirada no filme ‘A Profecia II’ e na obra ‘Tam o’Shanter’. Aliás, quase todo o disco tem inspiração em outro trabalho artístico, sejam livros ou longa-metragens, ou na história de antigas civilizações”, comenta o jornalista Igor Miranda em um texto aqui no Whiplash.Net onde fala da controvérsia causada por “The Number Of The Beast”.

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“A perseguição conservadora ao Iron Maiden fez com que ativistas religiosos queimassem e quebrassem discos da banda em público, protestassem na entrada de casas de shows onde o grupo iria se apresentar e, por vezes, até carregassem uma cruz de 7,5 metros enquanto pediam boicote aos britânicos. Além disso, houve uma mobilização para que fossem colocados selos nas capas dos álbuns, alertando sobre o ‘conteúdo subversivo’ – uma espécie de pré-PRMC”, conta Igor.

“A faixa-título do álbum, ‘The Number of the Beast’, não precisa muito de descrição, ela que é uma das maiores músicas de metal de todos os tempos”, diz Bruce na autobiografia “Para que serve esse botão?” (link da Amazon). “Steve tinha o hábito de assoviar suavemente junto a um gravador de fita cassete portátil e depois transpor aquilo para uma linha de vocal ou um riff de guitarra. Só descobri isso quando ele me mostrou a fita original onde foi gravada a composição de ‘The Trooper’, que soava como um carteiro feliz subindo pela trilha do jardim para entregar a correspondência. De repente entendi por que várias linhas vocais do Maiden são virtualmente impossíveis de cantar ou pelo menos exigem muita atenção ao fraseado para assegurar que você não arranque a ponta da língua com os dentes enquanto tenta se entender com as consoantes desnecessárias”.

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Apesar de aplaudir entusiasticamente o álbum, Bruce tem uma ressalva, conforme ele contou para a Metal Hammer: “Eu tive uma visão para o ‘The Number of the Beast’: minha voz aliada ao Maiden tornava aquilo tudo mais grandioso. Fizemos o álbum rapidinho – quatro ou cinco semanas. Ficávamos no estúdio até as cinco ou seis da manhã. O único erro que cometemos foi colocar ‘Gangland’ no disco ao invés de ‘Total Eclipse'”.

Porém esta “pisada da bola” do Iron Maiden no álbum “The Number of the Beast” tem uma razão de ser: “A primeira música que gravamos era para ser um lado B. Chamava-se ‘Gangland’, e Clive Burr ganhou um crédito de coautoria, com base no fato da bateria ser um elemento tão integral à música quanto os riffs de guitarra. Parecíamos uns cachorrinhos gravando-a. Ficamos até as quatro ou cinco da manhã escutando-a”, conta Bruce. “Mas o resto do álbum estava fantástico. ‘Hallowed Be Thy Name’ era precursora de ‘Rime of the Ancient Mariner’. Aquela música, e o álbum inteiro, levaram o Maiden a um outro nível”.

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