Agricultor colhe batata-doce gigante em Santa Catarina

Um agricultor de Tangará, em Santa Catarina, se deparou com uma batata-doce de 9,8 quilos durante a colheita no dia 1º. O tubérculo foi cultivado na propriedade de Olívio Samistraro, na comunidade de São Miguel. As informações são do jornal Portal RBV.

Luciana Samistraro, filha do agricultor, afirmou que a família geralmente colhe batata-doce com cerca de 1 kg. A safra atual safra já havia impressionado com batatas pesando entre 1,5 e 6 kg, mas a descoberta da batata gigante surpreendeu a todos.

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“Essa batata-doce foi plantada em um aterro de uma cisterna, onde eles acharam que não ia produzir, porque era uma terra com menos adubo, com menos qualidade”, disse Luciana, filha do agricultor. “Mas a colheita surpreendeu e foi muito além das expectativas.”

Inicialmente, a notícia da batata gigante se restringiu à família, mas logo se espalhou pela comunidade. “Não tínhamos comentado com ninguém”, disse.

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“Aí os amigos vinham na propriedade e viam a batata e falavam ‘vocês têm que contar para o povo dessa colheita boa que vocês fizeram’. Os amigos tiraram fotos e logo viramos notícia na rádio local”, contou.

Ainda segundo a filha do agricultor, a mesma safra também tem produzido outras batatas grandes. “Neste pedacinho de terra tivemos essa batata de 10 kg e muitas, muitas outras de 1,5 kg, 1,9 a 5 kg. Uma supersafra”, relatou Luciana.

Cientistas criam plástico a partir da batata-doce

O agronegócio brasileiro tem respostas para a preservação ambiental, uma das mais recentes é o plástico de batata-doce que foi desenvolvido por cientistas brasileiros. Em sua tese de doutorado em agrobiologia, José Thomaz de Carvalho, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), apresentou um plástico orgânico inovador.

O material é feito a partir de babosa e batata-doce e se decompõe em até 120 dias na natureza — transformando-se em adubo para o solo. Os plásticos convencionais podem levar até 5 mil anos para se deteriorarem, fazendo desse material um grande vilão da poluição, especialmente nos centros urbanos.

De acordo com relatório de 2023 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o mundo produz mais de 430 milhões de toneladas de plástico derivados de petróleo por ano. Desse total, pelos menos dois terços são descartáveis e permanecem na natureza.

Isso é altamente prejudicial para o meio ambiente, segundo os autores do estudo “Produção de Plástico Biodegradável a Partir de Aloe vera (L.) Burm. f. (Babosa) e Ipomoea batatas (L.) (Batata-Doce) cultivadas organicamente no SIPA (Sistema Integrado de Produção Agroecológica)”.

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