Marisa Lobo – 03/04/2025 16h10

Nos últimos meses, o debate sobre a anistia para os detidos em decorrência dos eventos de 8 de janeiro de 2023 ganhou destaque e, como defensora dessa causa, gostaria de refletir sobre o papel do ex-presidente Jair Bolsonaro neste contexto.
As manifestações ocorridas naquele dia, embora marcadas por confusão, contaram com muitos cidadãos que, pacificamente, expressavam suas opiniões contrárias ao governo. Infelizmente, a interpretação desses eventos levou a uma forte repressão, resultando em prisões que, muitos acreditam, não condizem com a verdadeira intenção dos manifestantes. Por isso, a proposta de anistia se torna um instrumento fundamental para a pacificação do nosso país.
O empenho de Bolsonaro na defesa da anistia revela uma busca pela união do Brasil em um momento de intensa perseguição aos patriotas, conservadores e toda a direita do Brasil, revelando um espírito de vingança. No entanto, ao propor essa medida, ele vislumbra a possibilidade de reconciliação e diálogo, oferecendo uma chance de restaurar a harmonia entre diferentes grupos e visões políticas. Essa atitude não apenas mobiliza a sua base, mas também mostra uma disposição para enfrentar a adversidade e buscar soluções que beneficiem a toda a nação; esse é o perfil de um grande líder.
Além da necessidade de justiça para aqueles que estavam apenas exercendo seu direito de manifestação, a anistia pode ser vista como um passo estratégico para evitar que a divisão se perpetue em nosso país. Ao reconhecer que muitos dos detidos não tinham a intenção de promover violência ou desordem, a anistia se torna não apenas uma questão de justiça, mas um clamor pela paz e pela construção de um futuro em que o diálogo prevaleça.
O esforço de Bolsonaro, unindo parlamentares e religiosos, nesse sentido, é um reflexo de uma liderança que busca não apenas preservar seus princípios, mas também encontrar um caminho que possa apaziguar os ânimos e fomentar um ambiente mais colaborativo.
Acredito que, ao avançarmos nessa direção, podemos tratar as feridas do passado e construir juntos um Brasil mais coeso e solidário.
Portanto, o pedido de anistia deve ser encarado como uma proposta sincera para superar nossas divisões, e o papel do ex-presidente nesse movimento é crucial para que possamos, de fato, pacificar a nação e retomar o debate verdadeiramente democrático de forma responsável, construtiva e sem vingança.
Por isso, quero convidar você que acredita que as penas aplicadas pelo ministro Alexandre de Moraes não tiveram dosimetria, que foram severas demais, desproporcionais, com contornos de vingança, para que atenda ao apelo do ex-presidente Bolsonaro, e de todos os políticos de direita e defensores dos direitos humanos, para estar dia 6 de abril na Avenida Paulista, pedindo justiça (anistia) para pacificar o nosso país.
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Marisa Lobo atua como psicóloga e psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. |
* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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