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Abel cita Muricy, diz se fase do Palmeiras preocupa antes da final da Libertadores e comenta rivalidade com Flamengo

A rivalidade entre Palmeiras e Flamengo ganha novos capítulos neste sábado (29), na grande final da CONMEBOL Libertadores em Lima, no Peru. Na véspera da partida, Abel Ferreira concedeu entrevista coletiva e comentou sobre os contornos que o confronto tem tido ao longo das últimas temporadas, além de revelar se o momento atual do Verdão preocupa para o duelo.

O Alviverde chega para o jogo sem vencer as últimas cinco rodadas do Campeonato Brasileiro. Segundo o português, trata-se de duas competições diferentes.

“Há duas competições completamente diferentes. Uma coisa é o Brasileiro, outra coisa é a Libertadores. Uma derrota, um empate, dez vitórias, 30 gols marcados, final da Libertadores… Chegamos com mérito, consistência, com talento e muito esforço também. É o que estamos aqui hoje a decidir. Sem dúvida nenhuma é a maior competição da América do Sul. É para isso que aqui estamos. Estou aqui pela terceira vez, e o que eu posso dizer é que estamos focados e preparados para jogar do primeiro ao último segundo para vencer”, disse Abel.

A briga pelo título do Brasileirão, inclusive, é contra o próprio Flamengo. A equipe de Filipe Luís é líder do campeonato, com 75, enquanto o Palmeiras tenta reverter a situação na vice-colocação, com 70 somados. Este tem sido um cenário recorrente no futebol nacional, com os dois clubes sempre disputando pelo topo dos principais torneios.

“Sinceramente, e dando uma opinião muito direta, são dois grandes clubes que se organizaram internamente, que têm processos bem definidos, grandes jogadores, gestões profissionais e que são capazes de comprar e vender jogadores. São equipes com saúde financeira. Eu apanhei o Palmeiras em uma fase muito boa, mas sei que o Flamengo também passou por um período conturbado antes da profissionalização. Quando o clube quer chegar ao clube, a primeira coisa a se fazer é se profissionalizar. Para o Palmeiras chegar aqui foi preciso tempo, paciência, turbulência, mas saber o caminho que queria chegar. Sabemos que no Brasil é difícil. Os torcedores são muito apaixonados e a pressão exterior é muito forte. Eu não posso ser bom treinador só porque ganhei, nem um treinador ruim porque perdi”.

“Um treinador não se resume em resultados. Um treinador se resume em processos, em ajudar o clube a inovar, a crescer, ter novos processos, naquilo que é visão de uma equipe que aposta na formação – e aí temos visões diferentes. O Palmeiras tem uma visão, o Flamengo outra. No final, o objetivo é o mesmo, competir para ganhar. Com filosofias diferentes, mas com estruturas organizadas e profissionalizadas. Vocês viram os elogios feitos por treinadores e jornalistas na Copa do Mundo de Clubes. Muitos não davam o devido valor ao futebol daqui. Quando competimos em igualdade de circunstâncias, em tempo de recuperação, gramados, viagens longas, todos eles ficaram surpreendidos pelo o que o Fluminense, Palmeiras, Flamengo e Botafogo fizeram. É preciso se profissionalizar”, reforçou.

Abel Ferreira ainda respondeu sobre a própria preparação para a grande final e citou Muricy ao afirmar que não vai deixar com que o futebol cause um desgaste maior que o necessário em sua vida. Vale lembrar que o ex-treinador enfrentou problemas de saúde por conta da intensidade vivida pelos profissionais do esporte no país.

“Entendo a dimensão do jogo, mas não mudo a minha rotina. A preparação é exatamente a mesma. Analisamos o adversário, como vamos atacar, como vamos defender. Hoje tenho certeza que vou dormir como sempre durmo quando tenho a consciência tranquila. Digo isso a minha esposa e filhas, quando sei que fiz o melhor que eu podia, que me esforcei ao máximo, tenho que estar de consciência tranquila. Eu sei o que é o futebol, como funciona. Por saber como funciona, preciso ter esse acordo de paz para me deixar dormir as horas que preciso dormir. Eu falo por mim, acredito que pelos jogadores também, depois dos jogos não consigo dormir. São muitas horas de sono se dormir, como jogador e treinador. A partir de determinada altura, comecei a entender a importância. E no Brasil não há trégua. Não posso ficar três noites sem dormir. Isso traz desgaste físico e mental. O futebol brasileiro deixa marcas, mas quero que ele deixe marcas em campo, não física ou mental”.

“Vou falar nele, não tem problema, é um treinador que admiro, que é o Muricy. O futebol brasileiro deixa marcas e as marcas que quero que me deixe e das experiências que vivi dentro de campo, não quero que deixe marcas naquilo que é minha saude física e mental. Isso eu não vou deixar que o futebol brasileiro faça isso comigo”, finalizou Abel.

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