Uma mulher foi presa em Cascavel, no oeste do Paraná, na noite de segunda-feira (31) suspeita de maus-tratos contra a filha de sete anos, segundo a Polícia Militar (PM). Equipes chegaram ao local após vizinhos denunciarem as agressões ao ouvirem choro e pedidos de ajuda da menina.
De acordo com o tenente da PM, Rhuan Marco, a vítima também era agredida pelo namorado da mãe.
“A criança foi encontrada atrás da porta em um dos quartos. Ela estava molhada, sem calça, chorando bastante e com hematomas no corpo todo. […] O namorado dessa mãe também agredia essa criança, não era só a mãe, ele asfixiava a criança, a mãe batia a cabeça dela na parede”, afirmou o policial.
Após a denúncia via 190, uma equipe se deslocou rapidamente até o local. Chegando na casa, a polícia encontrou a menina e também uma bebê de 10 meses. A mulher tentou impedir a entrada dos policiais afirmando que não tinham crianças na casa, segundo a PM.
“Na frente do local foram ouvidos choro e gritos da menina. Diante disso, a equipe bateu palmas, a mãe se identificou e disse que a equipe não podia entrar e que não tinha criança na casa. Continuou o choro da criança e diante do flagrante, policiais entraram”, afirmou o tenente.
Para a polícia, a menina contou que era agredida constantemente e que para encobrir os hematomas, era obrigada a sair de casa com roupas compridas.
A casa estava “em situação insalubre”, conforme relato da PM. Além de muita sujeira, roupas estavam espalhadas por toda casa e havia comida estragada no local.
Irmãs foram para abrigo
Além das lesões em regiões como nas pernas, braços e costas, a menina também estava com os dedos de uma das mãos bastante inchados.
Pela suspeita de fratura, uma equipe do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionada para atender a menina, que foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Veneza, onde passou por exames médicos.
Na sequência, ela e a irmã de 10 meses foram encaminhadas ao Conselho Tutelar que as colocou em um abrigo da cidade.
O namorado da mãe foi identificado, mas não foi preso e deverá ser ouvido a partir de investigação iniciada para a apurar o caso.
Fonte: g1