Magno Malta – 26/02/2025 14h28
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No final de janeiro, muito antes dos foliões tomarem as ruas, já assistíamos a um espetáculo lamentável. No chamado Bloco da Laje, em Porto Alegre (RS), um homem seminu desfilava representando Jesus Cristo de fio-dental. Não foi uma brincadeira inocente, mas uma ofensa deliberada ao maior símbolo do Cristianismo – uma provocação gratuita aos milhões de brasileiros para quem a fé é o alicerce da vida.
Infelizmente, esse não foi um episódio isolado. Nos últimos anos, tornou-se corriqueiro o uso do carnaval para ataques à fé cristã. Disfarçados de expressão artística, multiplicam-se os atos que zombam do que há de mais sagrado. O que alguns classificam como “irreverência” é, na verdade, um desrespeito escancarado à crença de uma parcela expressiva da população.
Diante desse cenário, não pude me omitir. Ingressei com uma notícia-crime junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), cobrando providências. Estamos acompanhando o parecer da PGR no Rio Grande do Sul e não mediremos esforços para garantir que a liberdade religiosa seja respeitada no Brasil.
Mas não parei por aí. Diante da repetição sistemática desses ataques, principalmente nos últimos carnavais, apresentei um projeto de lei para impedir que recursos públicos sejam destinados a projetos culturais, festas populares ou qualquer manifestação artística que promova discriminação, preconceito ou vilipêndio a símbolos religiosos.
Minha proposição (PL nº 616/2025) não persegue artistas nem limita a cultura. Apenas assegura que o dinheiro do povo não seja usado para patrocinar a intolerância. Como evangélico e senador da República jamais aceitarei que o cristianismo seja escarnecido com o aval do Estado.
O que vimos no Bloco da Laje não foi arte. Foi agressão. O respeito à fé cristã – e a qualquer outra – precisa ser uma regra clara em nossa sociedade. E, enquanto eu ocupar um cargo público, não descansarei até que isso seja garantido em lei.
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Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. |
* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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