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Fumaça de incêndios na Amazônia e no Pantanal deve persistir

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a fumaça resultante dos incêndios na Amazônia e no Pantanal deve continuar densa nos próximos dias.

Imagens de satélite do Instituto de Cooperação para a Pesquisa na Atmosfera, em parceria com a Universidade Estadual do Colorado e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, dos Estados Unidos, mostram áreas de Acre, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul cobertas pela fumaça desde a semana passada.

Segundo o meteorologista Heráclio Alves, do Inmet, a fumaça se concentra principalmente, na área do Amazonas, de Rondônia e de Mato Grosso. “Essas regiões estão com temperatura muito alta, varia entre 38°C e 41°C, com umidade abaixo dos 30%, pontualmente até abaixo dos 15%”, explicou, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

O tempo quente e seco facilita o surgimento de novos incêndios e intensifica os já existentes. Além disso, ventos fortes, comuns na época, ajudam a espalhar os focos e a fumaça.

Incêndios na Amazônia e no Pantanal batem recordes

Foto mostra queimada na floresta amazônicaFoto mostra queimada na floresta amazônica
Segundo o Inpe, a Região Norte bateu o recorde em número de queimadas nas últimas duas décadas | Foto: Divulgação/ Inpe

Tanto a Amazônia quanto o Pantanal têm registrado um aumento nos focos de incêndio. Na floresta, os números são os piores em duas décadas.

No Pantanal, a temporada de fogo começou mais cedo, e os focos de incêndio aumentaram 1.593% de janeiro até 1º de agosto, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Previsão de frente fria pode aliviar fumaça

No entanto, uma frente fria formada sobre o Uruguai, a Argentina e o Rio Grande do Sul pode atenuar as temperaturas e aumentar a umidade no Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul.

“Algumas áreas de Mato Grosso praticamente não vão ter muito alívio em relação à secura, ou seja, vai ter um alívio nas temperaturas, porém não tem uma condição para chuva”, explicou o meteorologista. “A chuva vai estar mais ali entre o sul e o oeste de Mato Grosso do Sul, mas isso deve ser mais entre quinta e sexta-feira.”

Heráclio Alves reforçou à Folha que ao longo desta quinta-feira, 22, a frente fria ficará mais concentrada no sul do país, avançando posteriormente para Mato Grosso do Sul e São Paulo, causando chuvas nessas regiões.

No entanto, nos Estados mais ao norte, o alívio será apenas de temperatura. “Quer dizer que esse padrão, essa condição mais seca, ela vai persistir. Ela vai ter um alívio em relação às temperaturas, porém as queimadas e a fumaça devem predominar”, afirmou.

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