Lawrence Maximus – 04/04/2025 12h06

Recentemente, surgiram denúncias de que o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa brasileira com estrutura transnacional, estaria utilizando fintechs e criptomoedas para financiar atividades terroristas internacionais.
Essas acusações foram formalizadas pelo Ministério da Defesa de Israel, que alertou as autoridades brasileiras sobre possíveis conexões financeiras entre o PCC e grupos terroristas.
O alerta emitido pelo Ministério da Defesa de Israel destacou que carteiras digitais associadas à 2GO Bank estavam sendo utilizadas para financiar atividades terroristas.
Embora o comunicado não tenha especificado quais grupos estavam envolvidos, investigações anteriores já haviam sugerido conexões financeiras entre o PCC, Hamas e Hezbollah. A relação teria sido intensificada a partir de 2023, com a utilização de bancos digitais e criptomoedas como vetores para disfarçar o fluxo de capitais ilícitos.
Todavia, o Brasil ainda apresenta brechas significativas que são exploradas por organizações criminosas. A ausência de um marco regulatório robusto sobre criptoativos e a fiscalização limitada sobre fintechs e bancos digitais contribuem para o ambiente permissivo. Além disso, as atuações deficientes de órgãos de controle como o COAF e a morosidade do sistema judiciário dificultam o desmantelamento dessas redes. O resultado é uma crescente infiltração do crime organizado em setores econômicos e financeiros legítimos.
Diante das evidências crescentes, governos aliados de Israel e dos EUA têm intensificado a pressão sobre o Brasil para adotar medidas mais contundentes contra o PCC e seus tentáculos internacionais. A omissão diante dessas exigências pode comprometer ainda mais a reputação do Brasil no cenário internacional, afetando acordos bilaterais e investimentos externos.
Em suma, o uso de bancos digitais pelo PCC para financiar o terrorismo internacional representa uma ameaça real à segurança global. A combinação de criminalidade organizada com terrorismo global cria um novo tipo de inimigo: invisível, descentralizado e altamente tecnológico. Ignorar essa realidade é permitir que o crime avance silenciosamente, corroendo as estruturas legais e democráticas dos países envolvidos!
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Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. |
* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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