Magno Malta – 27/03/2025 12h53

O Brasil vive tempos sombrios. Nesta quarta-feira (26), o Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, tornou réu o ex-presidente Jair Bolsonaro, sob a acusação de suposto envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado.
No entanto, o que se viu não foi um julgamento, mas sim um espetáculo político disfarçado de legalidade. A Constituição, mais uma vez, foi rasgada para perseguir adversários e consolidar um estado de exceção.
Desde as primeiras horas daquele dia, estive ao lado de Bolsonaro, testemunhando de perto mais um capítulo dessa história. No gabinete do senador Flávio Bolsonaro, junto a outros aliados da direita, acompanhamos cada voto ser proferido.
O roteiro já estava traçado: delações sem provas concretas, narrativas construídas sobre suposições e uma tentativa descarada de transformar um líder político em criminoso por um golpe que nunca existiu.
O ministro Alexandre de Moraes, mais uma vez, assumiu o papel de acusador e vítima ao mesmo tempo, abandonando qualquer vestígio de imparcialidade.
Não há provas de violência, não há articulação concreta — apenas a repetição exaustiva de argumentos reciclados, já desmontados diversas vezes.
Enquanto isso, o Brasil assiste à politização do Judiciário, em que conveniências tomaram o lugar da justiça.
Bolsonaro, por sua vez, acompanhou tudo com serenidade. Em alguns momentos, diante das conexões forçadas e da tentativa de reescrever a realidade, chegamos a rir. Porque há absurdos que ultrapassam a lógica e beiram o cômico. Mas a indignação era inevitável. Fizemos uma oração, porque é na fé que encontramos força.
Do lado de fora, o céu de Brasília refletia o peso daquele dia, mas a certeza de que essa luta ainda não acabou nos mantinha firmes.
Após a decisão, Bolsonaro participou de uma coletiva de imprensa e, em seguida, almoçamos juntos. E avançamos. Porque, independentemente dos desafios, nossa missão continua.
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Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. |
* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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