Presidente do Internacional, Alessandro Barcellos fez um pronunciamento após goleada por 5 a 1 sofrida para o Vasco, nesta sexta-feira (28), em São Januário, pelo Brasileirão. E falou em “vergonha” ao se referir o resultado.
Apesar da goleada e da delicada situação do Colorado, que pode terminar a rodada no Z4, o mandatário bancou a permanência do técnico Ramón Díaz e do seu filho e auxiliar, Emiliano. E explicou a decisão.
“Pedir desculpas, o desempenho da equipe, o resultado. Viemos de uma preparação para buscar os três pontos, mas infelizmente não foi possível. Temos a obrigação, nessas duas partidas que encerram o campeonato, de buscarmos os 6 pontos, as vitórias, mesmo sabendo que o retrospecto recente… jogos importantes, que jogamos na nossa casa, não conseguimos o resultado naquilo que foi, na minha opinião e de muitos, desempenhos muito melhores do que hoje e os resultados não aconteceram. Agora é força máxima, não tem mais tempo e nem espaço, tabela, para que a gente possa buscar, que não seja a vitória, os pontos, que nos tirem dessa situação”, disse.
“O Internacional é muito grande, o respeito que todos devem ter internamente com essa camisa, sempre foi, desde o momento em que assumimos, cobrado. Não vai ser diferente agora. Há um sentimento de vergonha de todos de dentro do vestiário, jogadores, comissão técnica, diretoria. Esse sentimento de vergonha só tem um jeito: mostrar a cara, assumir e buscar reverter, não tem outro jeito. Essa é a forma como todos dentro do vestiário se comprometeram a encarar. Tivemos várias oportunidade de não estarmos nesse momento e não soubemos aproveitar. Agora não tem outra condição que não seja a busca pelos resultados que vão nos tirar dessa situação, de um ano muito difícil, que a gente espera com a força de todos, unidos, trabalhando, a gente possa reverter”, prosseguiu, falando da decisão de manter Ramón.
“Todas as decisões são da direção: contratação, manutenção e a demissão. Essa responsabilidade é nossa, eu digo não só em relação à comissão técnica, mas ao elenco que foi montado. A gente tem trabalhado nesse sentido de assumir a responsabilidade e assumimos. Nesse momento nos resta confiar que é possível, com alguns desempenhos que tivemos, a gente possa, com a mobilização necessária, entendendo que estamos no limite, a gente reverter. Esse é o pensamento saindo do estádio, de um jogo em que tomamos uma pancada, onde o tempo de raciocínio que temos para trabalharmos com a mudança do anímico, necessária para que a gente rompa com esse momento difícil. Vamos continuar discutindo outras questões que possam ser feitas ainda, como sempre fizemos. Eu posso afirmar, perante ao torcedor e todos, que vamos lutar até o final. Lutar até o final significa sair desse momento e garantir o Internacional na Série A do ano que vem.”
Com a goleada no Rio de Janeiro e o triunfo do Santos sobre o Sport, na Vila Belmiro, o Inter caiu para 16º na tabela, mas ainda pode ser ultrapassado pelo Vitória, que se vencer o Mirassol no Barradão, neste sábado (29), deixa a zona da degola, colocando os gaúchos lá dentro.
Contra o Vasco, os donos da casa abriram 2 a 0 com menos de 10 minutos, e o Inter descontou com Ricardo Mathias ainda no primeiro tempo. No intervalo, o jogo foi paralisado por mais de uma hora por conta de um temporal que alagou o novo gramado de São Januário, e após a partida ser retomada, os cariocas anotaram mais três gols, fechando o placar em 5 a 1.


